A Capacidade Inovativa e o Desempenho Econômico-Financeiro de Empresas Inovadoras Brasileiras Outros Idiomas

ID:
37194
Resumo:
Com base nos pressupostos teóricos da Visão Baseada em Recursos (VBR), considerando a utilização de recursos disponíveis internamente nas organizações para manutenção de sua vantagem competitiva por meio da diferenciação, a pesquisa analisa a relação entre a capacidade inovativa e o desempenho econômico-financeiro de empresas brasileiras. A amostra foi extraída a partir das empresas listadas na BM&FBovespa consideradas inovadoras, segundo o IBI. As variáveis de capacidade inovativa coletadas a partir das PINTECs 2005 e 2008 e de desempenho através do Economática® foram tratadas por meio de análises de correlação e de regressão. Os resultados indicam que os desempenhos econômico (ROA) e operacional (EBITDA/Ativo Total) não são significativamente influenciados pela capacidade inovativa. No entanto, quando se separa a capacidade inovativa por seus componentes (inovação de produto, processo, organizacional e marketing), observa-se uma influência positiva de inovação de produto sobre ambos os desempenhos. Por sua vez, o desempenho de valor (MVA) é influenciado positiva e significativamente pela capacidade inovativa. Esses resultados sugerem melhores resultados contábeis quando as empresas inovam no produto e maior geração de valor pelo mercado ao possuir um portfólio diversificado de inovação, ou seja, maior capacidade inovativa. Não se pode, entretanto, negligenciar as inovações em processo, organizacional e marketing. A pouca relação dessas inovações, perceptíveis no âmbito interno da empresa, com o desempenho pode residir nas diferentes estratégias inovativas adotadas em prol do objetivo principal de cada empresa.
Citação ABNT:
MIRANDA, K. F.; VASCONCELOS, A. C.; LUCA, M. M. M.; CABRAL, J. E. O. A Capacidade Inovativa e o Desempenho Econômico-Financeiro de Empresas Inovadoras Brasileiras. REAd. Revista Eletrônica de Administração, v. 21, n. 2, p. 269-299, 2015.
Citação APA:
Miranda, K. F., Vasconcelos, A. C., Luca, M. M. M., & Cabral, J. E. O. (2015). A Capacidade Inovativa e o Desempenho Econômico-Financeiro de Empresas Inovadoras Brasileiras. REAd. Revista Eletrônica de Administração, 21(2), 269-299.
DOI:
10.1590/1413-2311.0082014.47273
Link Permanente:
http://spell.org.br/documentos/ver/37194/a-capacidade-inovativa-e-o-desempenho-economico-financeiro-de-empresas-inovadoras-brasileiras/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
ARAÚJO, A. M. P; ASSAF NETO, A. A contabilidade tradicional e a contabilidade baseada em valor. Revista Contabilidade & Finanças, n. 33, p. 16-32, set./dez. 2003.

ASSAF NETO, A. Finanças corporativas e valor. São Paulo: Atlas, 2008.

BARNEY, J. B. Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of Management, v. 17, n. 1, p. 99-120, 1991.

BOEHE, D. M. et al. Papel das relações interorganizacionais e da capacidade de inovação na propensão para exportar. Revista Eletrônica de Administração, Porto Alegre, ed. 68, v. 17, n. 1, p. 87-117, jan./abr. 2011.

BRITO, E. P. Z.; BRITO, L. A. L.; MORGANTI, F. Inovação e o desempenho empresarial: lucro ou crescimento?. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 8, n. 1, art. 6, jan./jun. 2009.

BRITO, K. N.; CÂNDIDO, G. A. Difusão da inovação tecnológica como mecanismo de contribuição para formação de diferenciais competitivos em pequenas e médias empresas. Revista Eletrônica de Administração, Porto Alegre, ed. 32, v. 9, n. 2, p. 1-18, mar./abr. 2003.

BUCHANAN, D.; HUCZYNSKI, A. Organizational Behaviour: an introductory text. 5 ed. Harlow: Prentice Hall, 2004.

CAMERON, A. C.; TRIVEDI, P. K. Supplement to microeconometrics: methods and applications. New York: Cambridge University Press, 2005.

CAMPOS, B.; RUIZ, A. U. Padrões setoriais de inovação na indústria brasileira. Revista Brasileira de Inovação, v. 8, n. 1, p. 167-210, jan./jun. 2009.

CHAN, K. et al. Earnings Quality and Stock Returns. The Journal of Business. v. 79, n. 3, p. 1041-1082, mai. 2006.

COPELAND, T.; KOLLER, T.; MURRIN, J. Valuation: calculando e gerenciando o valor das empresas. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 2002.

COZZARIN, B. P. Innovation quality and manufacturing firm’s performance in Canada. Economics of Innovation and New Technology, v. 13, n. 3, p. 199-216, Apr. 2004.

CUNHA, J. V. A.; COELHO, A. C. Regressão linear múltipla. In: CORRAR, L. J.; PAULO, E.; DIAS FILHO, J. M. (Org.). Análise multivariada: para os cursos de administração, ciências contábeis e economia. São Paulo: Atlas, 2009. p. 131-231.

CUNHA, N. C. V.; PALMA, M. A. M.; SANTOS, S. A. As práticas gerenciais promovendo a capacidade de inovação: estudo de múltiplos casos. Revista do Mestrado em Administração e Desenvolvimento. Empresarial da Universidade Estácio de Sá Adm. MADE, Rio de Janeiro. v. 8, v. 12, n. 3, set./dez. 2008.

FACÓ, J. F. B.; DUARTE, A. L. C. M.; CSILLAG, J. M. O efeito da TQM e da inovação no crescimento das empresas de manufatura do estado de São Paulo. Revista de Administração e Inovação, São Paulo, v. 6, n. 2, p. 44-57, 2009.

FERREIRA, J. J. M.; MARQUES, A. S. E.; BARBOSA, M. J. Relação entre inovação, capacidade inovadora e desempenho: o caso das empresas da região da beira interior. Revista de Administração e Inovação, São Paulo, v. 4, n. 3, p. 117-132, 2007.

FURMAN, J. L.; PORTER, M. E.; STERN, S. The determinants of national innovative capacity. Research Policy, v. 31, n. 6, p. 899-933, 2001.

FURTADO, A. et al. Índice Brasil de inovação: manual informativo sobre o procedimento de adesão das empresas. Campinas: UNICAMP/IG/DPCT e LABJOR, 2007. 28 f.

GALLON, A. V.; REINA, D. R. M.; ENSSLIN, S. R. O impacto da inovação no desempenho econômico-financeiro das MPEIS catarinenses beneficiadas pelo programa juro zero (Finep). Revista de Contabilidade e Organizações, Ribeirão Preto, v. 4, n. 8, p. 112-138, jan./abr. 2010.

GARCIA, J. R. A importância dos instrumentos de apoio à inovação para micro e pequenas empresas para o desenvolvimento econômico. Revista FAE, v. 10, n. 2, p. 131-144, jul./dez. 2007.

GARCIA, R; CALANTONE, R. A critical look at technological innovation typology and innovativeness terminology: a literature review. The Journal of Product Innovation Management, n. 19, p. 110-132, 2002.

GOMES, C. M.; KRUGLIANSKAS, I. A influência do porte no comportamento inovador da empresa. Revista de Administração e Inovação, São Paulo, v. 6, n. 2, p. 5-27, 2009.

GOMES, C. M.; KRUGLIANSKAS, I. Indicadores e características da gestão de fontes externas de informação tecnológica e do desempenho inovador de empresas brasileiras. Revista de Administração Contemporânea, v. 13, n. 2, art. 1, p. 172-188, abr./jun. 2009.

GUJARATI, D. N. Econometria básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

HURLEY, R. F.; HULT, G. T. M. Innovation, market orientation, and organizational learning: an integration and empirical examination. Journal of Marketing, v. 62, p. 42-54, July. 1998.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de inovação tecnológica – Pintec 2008: anexo 2 – questionário da pesquisa de inovação tecnológica 2008. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. Disponível em: . Acesso em 11 fev. 2013. 2008.

KANNEBLEY JÚNIOR, S.; PORTO, G. S.; PAZELLO, E. T. Inovação na indústria brasileira: uma análise exploratória a partir da PINTEC. RBI - Revista Brasileira de Inovação, v. 3, n. 1, p. 87-128, jan./jun. 2004.

MALACHIAS, C. S.; MEIRELLES, D. S. Regime tecnológico, ambiente de inovação e desempenho empresarial no setor de serviços: um estudo exploratório das empresas de tecnologia da informação. Revista de Administração e Inovação, São Paulo, v. 6, n. 2, p. 5880, 2009.

MATARAZZO, D. C. Análise financeira de balanços: abordagem gerencial. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

MELLO, A. M. et al. Innovative capacity and advantage: a case study of Brazilian firms. Revista de Administração e Inovação, v. 5, n. 2, p. 57-72, 2008.

MIRANDA, K. F.; GALLON, A. V.; NOGUEIRA, L. C. B. Ativos intangíveis e grau de inovação: fatores influentes no desempenho econômico empresarial?. In: SIMPÓSIO DE ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO – SIMPOI, 14.; 2011, São Paulo. Anais... São Paulo: FGV-EASP, 2011.

MIRANDA, K. F.; GALLON, A. V.; SILVA-FILHO, J. C. L. Ativos intangíveis e grau de inovação como determinantes da maximização do valor das empresas brasileiras de grupos setoriais inovativos. In: CONGRESO LATINO-IBEROAMERICANO DE GESTIÓN TECNOLÓGICA – ALTEC, 14.; 2011, Lima/Peru, Anais... Lima: PUCP, 2011.

OECD – Organisation for Economic Co-operation and Development. Oslo manual: proposed guidelines for collecting and interpreting technological innovation data. Paris: OECD, 2005.

PENROSE, E. T. A teoria do crescimento da firma. Trad.: Tamás Szmrecsányi. Campinas: Unicamp, 2006.

PENROSE, E. T. The theory of the growth of the firm. Oxford: Basil Blackwell, 1959.

PEREIRA, M. F. et al. Fatores de inovação para a sobrevivência das micro e pequenas empresas no Brasil. Revista de Administração e Inovação, v. 6, n. 1, p. 50-65, 2009.

PETERAF, M. A. The cornerstones of competitive advantage: a resource-based view. Strategic Management Journal, n. 3, v. 14, p. 179-191, 1993.

RIBEIRO, R.; ROSSETTO, C.; VERDINELLI, M. A. Alinhamento dos recursos da empresa ao seu comportamento estratégico: uma agenda de pesquisa. Revista Desenvolvimento em Questão, v. 8, n. 16, p. 103-130, jul./dez. 2010.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

ROESCH, S. A. Projetos de estágio e de pesquisa em administração: guia para estágios, trabalhos de conclusão, dissertações e estudos de caso. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

ROUSE, M. J.; DAELLENBACH, U. S. Rethinking research methods for the resource-based perspective: isolating sources of sustainable competitive advantage. Strategic Management Journal, n. 20, p. 487-494, 1999.

SANTOS, D. F. L. A influência da inovação no desempenho das firmas no Brasil. 2009. 314 f. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) – Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2009.

SANTOS, J. G. C.; VASCONCELOS, A. C.; DE LUCA, M. M. M. Perfil da inovação e da internacionalização de empresas transnacionais. In: SIMPÓSIO DE GESTÃO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, 27.; 2012, Salvador, Anais... Rio de Janeiro: Anpad, 2012.

SCHREIBER, D.; BESSI, V. G.; PUFFAL, D. P.; TONDOLO, V. A. G. Posicionamento estratégico de MPE´S com base na inovação através do modelo hélice tríplice. Revista Eletrônica de Administração, Porto Alegre, ed. 76, n. 3, p. 767-795, set./dez. 2013.

SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. 3. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

SILVA, M. J. A. M. Determinantes da capacidade inovadora empresarial ao nível da inovação no processo: modelo logit. In: INTERNATIONAL CONFERENCE AEDEM, 17.; 2008, Salvador, Anais... Salvador: UFBA, 2008.

STAL, E. Internacionalização das empresas brasileiras e o papel da inovação na construção de vantagens competitivas. Revista de Administração e Inovação, São Paulo, v. 7, n. 3, p. 120149, jul./set. 2010.

STOCK, J. H.; WATSON, M. K. Econometria. São Paulo: Addison Wesley, 2004.

TEECE, D. J.; PISANO, G.; SHUEN, A. Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, v. 18, n. 7, p. 509-533, 1997.

TEH, C. C.; KAYO, E. K.; KIMURA, H. Marcas, patentes e criação de valor. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, v. 9, n. 1, p. 86-106, 2008.

TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Gestão da inovação. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008.

VIOTTI, E. B. Brasil: de política de ciência e tecnologia para política de inovação? Evolução e desafios das políticas brasileiras de ciência, tecnologia e inovação. In: CGEE – CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICO. Avaliação de políticas de ciência, tecnologia e inovação: diálogos entre experiências estrangeiras e brasileira. Brasília: CGEE, 2008.

WERNERFELT, B. A resource-based view of the firm. Strategic Management Journal, v. 5, n. 2, p. 171-180, 1984.

ZALTMAN, G.; DUNCAN, R.; HOLBEK, J. Innovations and organizations. New York: Wiley, 1973.

ZIMMERMANN, D. M.; CARIO, S. A.; RAUEN, A. Caracterização econômica e dinâmica inovativa das empresas de software em incubadora de base tecnológica em Santa Catarina. Revista Análise, Porto Alegre, v. 20, n. 1, p. 48-66, jan./jun. 2009.