Associação entre a Distribuição do Valor Adicionado e a Identidade do Acionista Outros Idiomas

ID:
38297
Resumo:
O estudo tem por objetivo analisar a associação entre a distribuição do valor adicionado e a identidade do acionista majoritário nas empresas listadas na BM&FBovespa. Foram utilizados dados do exercício de 2012 de 435 empresas, aplicando-se a Análise de Correspondência. Constatou-se que: i) a distribuição do valor adicionado é maior para os proprietários, em todos os setores, exceto Petróleo, Gás e Biocombustíveis e Tecnologia da Informação; ii) há grande presença de empresas com acionista majoritário identificado como familiar, em todos os setores, exceto Utilidade Pública; iii) empresas com identidade do acionista majoritário do tipo estatal apresentaram maior valor adicionado para todos os destinatários (empregados, governo, financiadores e proprietários); iv) empresas com acionista majoritário identificado como institucional apresentaram distribuição baixa entre todos os destinatários; v) empresas com acionista majoritário do tipo familiar mantiveram distribuição média para os empregados, governo e financiadores; vi) empresas com identidade do acionista majoritário identificado como estrangeiro apresentaram maior distribuição para financiadores e proprietários e distribuição baixa para governo e empregados. Pode-se concluir que a identidade do acionista majoritário está associada à distribuição do valor adicionado.
Citação ABNT:
LIMA, P. A. M.; GÓIS, A. D.; LUCA, M. M. M. Associação entre a Distribuição do Valor Adicionado e a Identidade do Acionista. Contabilidade, Gestão e Governança, v. 18, n. 3, p. 66-84, 2015.
Citação APA:
Lima, P. A. M., Góis, A. D., & Luca, M. M. M. (2015). Associação entre a Distribuição do Valor Adicionado e a Identidade do Acionista. Contabilidade, Gestão e Governança, 18(3), 66-84.
Link Permanente:
http://spell.org.br/documentos/ver/38297/associacao-entre-a-distribuicao-do-valor-adicionado-e-a-identidade-do-acionista/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Abreu, M. C. S.; Castro, O. V. J.; Soares, F. A.; Silva, J. C. L. F. (2009). Efeito da conduta social sobre a performance econômica: evidências da indústria têxtil brasileira. Contabilidade Vista & Revista, Belo Horizonte, 20(1), 119-142.

Almeida, M. A.; Santos, J. F.; Ferreira, L. F. V. M.; Torres, F. J. V. (2010). Determinantes da qualidade das práticas de governança corporativa das empresas brasileiras de capital aberto que possuem investimentos públicos. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 12(37), 369-387.

Arosa, B.; Iturralde, T.; Maseda, A. (2010). Ownership structure and firm performance in non-listed firms: evidence from Spain. Journal of Family Business Strategy, 1, 88-96.

Bortolon, P. M. (2013). Por que as empresas brasileiras adotam estruturas piramidais de controle. BASE – Revista de Administração e Contabilidade da Unisinos, 10(1), 2-18.

Braga, P. T. S. (2008). Demonstração do valor adicionado (DVA): um estudo comparativo do perfil de distribuição de riqueza pelas empresas estatais e privadas do Brasil. Dissertação de Mestrado em Ciências Contábeis, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.

Brey, N. K.; Camilo, S. P. O.; Marcon, R.; Alberton, A. (2011). A estrutura de propriedade das corporações: conexões políticas sob a perspectiva da dependência de recursos. Revista Ibero-Americana de Estratégia – RIAE, 10(3), 126-146.

Brey, N. K.; Camilo, S. P. O.; Marcon. R, & Bandeira-de-Mello, R. (2012). Conexões políticas das empresas por estruturas de propriedade: uma abordagem do governo como acionista. Revista de Administração, Contabilidade e Economia - RACE, 11(2), 319-350.

Caixe, D. F.; Krauter, E. (2013). A influência da estrutura de propriedade e controle sobre valor de mercado corporativo no Brasil. Revista Contabilidade & Finanças, 24(62), 142-153.

Campos, T. L. C. (2006). Estrutura da propriedade e desempenho econômico: uma avaliação empírica para as empresas de capital aberto no Brasil. Revista de Administração da Universidade de São Paulo – RAUSP, 41(4), 369-380.

Carvalhal-da-Silva, A. L. (2004). Governança corporativa, valor, alavancagem e política de dividendos das empresas brasileiras. Revista de Administração USP – RAUSP, 39(4), 348-361.

Chan, B. L.; Silva, F. L.; Martins, G. A. (2007). Destinação de riqueza aos acionistas e aos empregados: comparação entre empresas estatais e privadas. Revista de Administração Contemporânea – RAC, 11(4), 199-218.

Correia, L. F.; Amaral, H. F.; Louvet, P. (2011). Um índice de avaliação da qualidade de governança no Brasil. Revista Contabilidade & Finanças, 22(55), 45-63.

Cosenza, J. P. (2003). A eficácia informativa da demonstração do valor adicionado. Revista Contabilidade & Finanças, Edição Comemorativa, p. 7-29.

Cosenza, J. P.; Teixeira, A. C. F.; Lopes, R. S. S. (2012). Reflexão sobre relações entre poder e contabilidade. Contabilidade, Gestão e Governança, 15(2), 78-94.

CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento técnico CPC 09, de 30 de outubro de 2008. (2008). Brasília. 2008. Recuperado em 17 novembro, 2014, de http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/175_CPC_09.pdf.

Dani, A. C.; Beck, F.; Almeida-Santos, P. S.; Lavarda, C. E. F. (2013). Análise da estrutura de propriedade das empresas listadas no ISE por meio da aplicação de redes sociais. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade – REPeC, 7(3), 240-258.

De Luca, M. M. M.; Cunha, J. V. A.; Ribeiro, M. S.; Oliveira, M. C. (2009). Demonstração do valor adicionado. 2. ed. São Paulo: Atlas.

Dias, A. L. J.; Matazo, A. R. C.; Silveira, A. D. M. (2006). Impacto das disputas entre controladores e minoritários sobre o preço das ações no Brasil. Anais dos Seminários Em Administração – SemeAd, São Paulo, SP, Brasil, 9.

Fávero, L. P.; Belfiore, P.; Silva, F. L.; Chan, B. L. (2009). Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier.

Hahn, A. V.; Nossa, S. N.; Teixeira, A. J. C.; Nossa, V. (2010). Um estudo sobre a relação entre a concentração acionária e o nível de payout das empresas brasileiras negociadas na Bovespa. Contabilidade Vista & Revista, 21(3), 15-48.

Jensen, M. C.; Meckling, W. H. (1976). Theory of the firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, 3(4), 305-360.

Lima, R. E.; Araújo, M. B. V.; Amaral, H. F. (2008). Conflitos de agência: um estudo comparativo dos aspectos inerentes a empresas tradicionais e cooperativas de crédito. Revista de Contabilidade e Organizações, 2(4), 148-157.

Louzada, L. C.; Marques, V. A.; Amaral, H. F.; Sarlo, A. N. (2012). Relação entre a divulgação das demonstrações contábeis e o reflexo no retorno das ações no mercado brasileiro: estudo de eventos comparados antes e após a adoção do IFRS. Anais do Congresso Nacional de Administração e Ciências Contábeis – AdCont, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 3.

Mendonça, L. R.; Machado, C. A. P. F. (2004). Governança nas organizações do terceiro setor: considerações teóricas. Revista de Administração da Universidade de São Paulo – RAUSP, 39(4), 302-308.

nd. Lei n° 11.638, de 28 de dezembro de 2007. (2007). Altera e revoga dispositivos da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras. Brasília. 2007. Recuperado em 17 novembro, 2014, de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm.

nd. Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976. (1976). Dispõe sobre as Sociedades por Ações. Brasília. 1976. Recuperado em 17 novembro, 2014, de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm.

nd. Resolução CFC n.º 1.138/08. (2008). Aprova a NBC TG 09 – Demonstração do Valor Adicionado. 2008. Recuperado em 18 de setembro de 2015, de http://www.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/RES_1138.doc.

nd. Resolução CFC n.º 1.162/09. (2009). Altera o item 3 da NBC T 3.7- Demonstração do Valor Adicionado. Recuperado em 18 de setembro de 2015, de http://www.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/RES_1162.doc.

Norma Brasileira de Contabilidade TG 09. (2008). Estabelece critérios para elaboração e apresentação da Demonstração do Valor Adicionado (DVA). 2008. Recuperado em 18 de setembro de 2015, de http://www.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/RES_1138.doc.

Okimura, R. T.; Silveira, A. D. M.; Rocha, K. C. (2007). Estrutura de propriedade e desempenho corporativo no Brasil. Revista de Administração Contemporânea – RAC Eletrônica, 1(1), 119-135.

Pagliarussi, M. S.; Liberato, G. B. (2011). Disclosure de estratégia em relatórios anuais: uma análise de dimensões culturais, de sistema legal e de governança corporativa em empresas de quatro países. Revista de Administração Mackenzie – RAM, 12(4), 155-181.

Pedersen, T.; Thomsen, S. (1997). European patterns of corporate ownership: a twelvecountry study. Journal of International Business Studies, 28(4), 759-778.

Pedersen, T.; Thomsen, S. (2003). Ownership structure and value of the largest European firms: the importance of owner identity. Journal of Management and Governance, v. 7, p. 27-55.

Pinto, L. J. S.; Freire, F. S. (2013). Análise do valor adicionado e de sua distribuição: um estudo nos bancos listados na Bovespa com uso da Anova. Enfoque: Reflexão Contábil, 32(1), 65-75.

Pires, C. B.; Silveira, F. C. S. (2008). A evolução da evidenciação das informações ambientais de empresas do setor de celulose e papel: uma análise de conteúdo das notas explicativas e relatórios de administração. ConTexto, 8(13), 1-32.

Quintana, A. C.; Jacques, F. V. S.; Martins, A. S. R.; Valle, P. R. P. C. (2011). A evidenciação da sustentabilidade empresarial com o auxílio do balanço social e da demonstração do valor adicionado. Anais do Encontro Internacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente – ENGEMA, São Paulo, SP, Brasil, 13.

Santos, A.; Chan, B. L.; Silva, F. L. (2007). Análise dos impactos da privatização na distribuição de riqueza a partir da demonstração do valor adicionado. Revista Universo Contábil, 3(2), 6-21.

Sarlo, A. N.; Lopes, A. B.; Dalmácio, F. Z. (2010). A influência da estrutura de propriedade sobre a informatividade dos lucros contábeis divulgados pelas empresas negociadas na Bovespa. BASE – Revista de Administração e Contabilidade da Unisinos, 7(4), 301-314.

Silveira, A. D. M.; Barros, L. A. B. C.; Famá, R. (2008). Atributos corporativos e concentração acionária no Brasil. Revista de Administração de Empresas – RAE, 48(2), 51-66.

Silveira, A. D. M.; Leal, R. P. C.; Barros, L. A. B. C.; Carvalhal-da-Silva, A. L. (2009). Evolução e determinantes da qualidade da governança corporativa das companhias no Brasil. Revista de Administração da Universidade de São Paulo – RAUSP, 44(3), 173-189.

Soares, R. O. & Kloeckner, G. O. (2008). Endividamento em firmas com alta propensão à expropriação: o caso de firmas com um controlador. Revista de Administração de Empresas - RAE, 48(4), 79-93.