Demonstrações contábeis sem efeitos inflacionários: uma abordagem relativa às empresas distribuidoras de energia elétrica Outros Idiomas

ID:
8344
Resumo:
O fim da obrigatoriedade da correção monetária das demonstrações contábeis brasileiras, desde 1996, fez com que as empresas deixassem de reconhecer os efeitos da inflação. De acordo com o IPCA, índice que reflete a oficial inflação brasileira, a inflação acumulada de janeiro de 1996 a dezembro de 2009 ultrapassou 140%. O setor de energia elétrica, no que tange à distribuição, interessantemente, não fazia uso dos valores a custo histórico do ativo imobilizado de suas demonstrações contábeis para determinação das tarifas, mas, sim, dos valores de mercado. Nesse sentido, o presente estudo buscou investigar o efeito do não reconhecimento da inflação nas empresas de distribuição do setor de energia elétrica, não só no ativo imobilizado, como também no patrimônio líquido, no resultado do exercício e no ROE (Return on Equity). Foi evidenciada a magnitude percentual das diferenças em 2009 e verificado, mediante testes estatísticos, que os valores históricos e nominais são significativamente diferentes dos valores corrigidos. Com as constatações do estudo, pode-se ressaltar que as  demonstrações contábeis das empresas de distribuição de energia elétrica expressas sem correção monetária exibiram valores incompletos e distorcidos e apontar um dos prováveis motivos pelo qual os valores históricos dos ativos imobilizados não eram considerados para determinar as tarifas.
Citação ABNT:
MELO, S.; MARTINS, E.; NAGAI, C.; AMARAL, J. V.; SALOTTI, B. M. Demonstrações contábeis sem efeitos inflacionários: uma abordagem relativa às empresas distribuidoras de energia elétrica. Contabilidade, Gestão e Governança, v. 15, n. 2, p. 63-77, 2012.
Citação APA:
Melo, S., Martins, E., Nagai, C., Amaral, J. V., & Salotti, B. M. (2012). Demonstrações contábeis sem efeitos inflacionários: uma abordagem relativa às empresas distribuidoras de energia elétrica. Contabilidade, Gestão e Governança, 15(2), 63-77.
Link Permanente:
http://spell.org.br/documentos/ver/8344/demonstracoes-contabeis-sem-efeitos-inflacionarios--uma-abordagem-relativa-as-empresas-distribuidoras-de-energia-eletrica/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Agência Nacional de Energia Elétrica. (2010). Cartilha Perguntas e respostas sobre tarifas das distribuidoras de energia elétrica. Recuperado em 25 outubro, 2010, de .

Agência Nacional de Energia Elétrica. (2010). Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica. Recuperado em 16 outubro, 2010, de .

Agência Nacional de Energia Elétrica. (2012b). Procedimentos de distribuição. Recuperado em 29 abril, 2012b, de .

Agência Nacional de Energia Elétrica. (2012c). Reserva Global de Reversão (RGR). Recuperado em 01 maio, 2012c, de .

Agência Nacional de Energia Elétrica. (2012d). Resoluções, Despachos, Processos, Notas Técnicas, Relatório de Voto. Recuperado em 01 maio, 2012d, de .

Agência Nacional de Energia Elétrica. (2012). Manuais de distribuição. Recuperado em 2 maio, 2012, de .

Ambrozini, M. A. (2006). O impacto do fim da correção monetária no resultado das companhias brasileiras de capital aberto e na distribuição de dividendos: estudo empírico no período de 1996 a 2004. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, SP, Brasil.

Bussab, W. O. & Morettin, P. A. (1987). Estatística básica. 4. ed. São Paulo: Atual. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução

CFC nº 1.282/10, de 28 de maio de 2010. Recuperado em 04 novembro, 2010, de . Conselho Federal de Contabilidade. Resolução

CFC nº 750/93, de 29 de dezembro de 1993. Recuperado em 04 novembro, 2010, de . Conselho Federal de Contabilidade. Resolução

CFC nº 900/01, de 22 de março de 2001. Recuperado em 04 novembro, 2010, de . Acesso em 04 nov. 2010.

Famá, R. (1980). Retorno sobre o investimento: sua utilização no Brasil, face à inflação e à evolução da legislação sobre a correção monetária nos demonstrativos financeiros. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Fávero, L. P., Belfiore, P. P., Chan B. L., & Silva, F. L. (2009). Análise de Dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. Rio de Janeiro: Elsevier.

Feitosa, A. (2002). Uma análise dos efeitos inflacionários sobre demonstrações contábeis brasileiras traduzidas para apresentação no exterior. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Gabriel, F., Assaf Neto, A., & Corrar, L. J. (2003, julho). O impacto do fim da correção monetária no retorno sobre o patrimônio líquido dos bancos brasileiros. Anais do Encontro Brasileiro de Finanças, 2003, São Paulo, SP, Brasil, 3. Recuperado em 16 outubro, 2010, de .

Geron, C. M. S. (2008). Evolução das práticas contábeis no Brasil nos últimos 30 anos: da Lei 6404/76 à Lei 11.638/2007. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Gomes, A. C. S., Abarca, C. D. G., Faria, E. A. S. T., & Fernandes, H. H. O. O setor de energia elétrica. Recuperado em 8 maio, 2012, de .

Hope, O., & Kang T. (2005). The Association between Macroeconomic Uncertainty and Analysts’ Forecast Accuracy. Journal of International Accounting Research, 4, (1), 23 (Abstract).

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Séries Históricas. Recuperado em 16 outubro, 2010, de .

IOB – Temática Contábil, 19. Silva, C. A. T. (1992, Mar.). Avaliação da Dispersão nos Níveis de Preços. Caderno de Estudos FIPECAFI, (3).

Iudícibus, S., Martins, E., Gelbcke, E. R., & Santos, A. (2010). Manual de contabilidade societária. São Paulo: Altas.

Kandir, A. (1989). A dinâmica da inflação: uma análise das relações entre inflação, fragilidade financeira do setor público, expectativas e margens de lucro. São Paulo: Nobel.

Lopo, A., Brito, L., Silva, P. R., & Martins, E. (2001). Custo de Oportunidade, Custo de Capital, Juros sobre o Capital Próprio, EVA®, MVA®. In: FIPECAFI. Avaliação de empresas: Da mensuração contábil à econômica. São Paulo: Atlas.

Martins, E. (2004, Dez.). Um pouco da história dos Juros Sobre o Capital Próprio. Caderno Temática Contábil IOB, 49.

Martins, G. A. (2001). Estatística geral e aplicada. São Paulo: Atlas.

Martins, G. A. (2002). Manual para elaboração de monografias e dissertações. 3 ed. São Paulo: Atlas.

Martins, G. A., & Theóphilo, C. R. (2009). Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. 2 ed. São Paulo: Atlas.

Montalvão, E. (2009, Set.). Impacto de tributos, encargos e subsídios setoriais sobre as contas de luz dos consumidores. Brasília: Centro de Estudos da Consultoria do Senado Federal.

Rezende, A. (2009). Um estudo sobre o processo de desinstitucionalização das práticas contábeis de correção monetária em empresas brasileiras. Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Salotti, B. M., Lima, G. A. S. F., Corrar, L. J., Yamamoto, M. M., & Malacrida, M. J. C. (2006, Jul.-Dez.). Um estudo empírico sobre o fim da correção monetária integral e seu impacto na análise das demonstrações contábeis: uma análise setorial. UnB Contábil UnB, 9(2).

Santos, A. (2002). Pior que decepção! Dá para entender os resultados publicados pelas empresas?

Santos, A., & Nossa, V. (1997). Fim da correção monetária. Revista de Contabilidade do CRC-SP, (1), 13-18.

Stevenson, W. J. (1981). Estatística aplicada à administração. São Paulo: Harper & Row do Brasil.

Suzart, J. A. S., Souza, V. R., Carvalho, A. S., Rivas, E. D., & Martins, E. (2012). Informações societárias versus informações regulatórias: uma análise da relevância da informação contábil no contexto das concessionárias brasileiras do setor elétrico. Anais do Congresso USP de Controladoria e Contabilidade, São Paulo, SP, Brasil, 12.

Szüster, N., Szüster, F. R., & Szüster, F. R. (2005, Maio-Agosto). Contabilidade: Atuais desafios e alternativas para seu melhor desempenho. Revista Contabilidade & Finanças, 38, 20-30